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Thundercats e a cultura remix
Uma das práticas que se destaca na superfície da cultura das novas mídias digitais é o remix. Potencializada pela convergência dos meios para o código binário, a prática do remix consiste em recombinar produtos da cultura ( textos, sons, imagens) para formar outros conteúdos. Tal mistura se torna ainda mais profunda e interessante quando envolve não só produtos de um mesmo meio, mas também técnicas, métodos e formas de expressão de variados meios de comunicação, gerando ricas combinações de linguagens. Vale lembrar que o remix é uma prática que extrapola o mundo das empresas produtoras de conteúdo e encontra seu ambiente de propagação no universo do indivíduo comum, através dos softwares de manipulação de imagens e sons, da internet e das redes sociais digitais.
Um exemplo da cultura remix é o “falso” trailler dos “Thundercats” produzido por WormyTV. O vídeo consiste em uma reutilização de cenas de diversos filmes que foram modificadas, frame a frame, com o objetivo de apresentar um filme que não existe – “ Thundercats: Sward of Omens”. Contudo, a linguagem do trailler não é inovadora. Ela segue os padrões de qualquer trailler de filmes de ação – cenas rápidas intercaladas com letreiros e uma locução em of que narra, resumidamente, a história – por isso, parece tão verossímil. O mérito está, sem dúvida, no trabalho minuciso do autor do clip, que diz ter levado um ano e meio para tratar cada uma das imagens, frame a frame, no photoshop e editá-las no Premiere. Apesar de ser feito com uma técnica mais lenta e trabalhosa, o vídeo possui os mesmos princípios de uma trailler produzido por estúdios da Warner com softwares especializados em feitos especiais para cinema e uma equipe profissional.
Por trás da impressionante proeza do rapaz, o trailler no faz pensar sobre o quão parecidos são os filmes de ação. Os enredos são tão semelhantes que é possível reutilizar suas cenas, pois elas se encaixam em qualquer outro filme do mesmo tipo. Será que já existem filmes inteiros feitos de partes de outros? Hum….alguém sabe de algum?
Add comment 23 Dezembro, 2008
E olha que foi o Priolli quem disse!
Gabriel Priolli, Feliz Ano Velho, no Observatório da Imprensa: “Porque o público, em tempos de mídias interativas, não fica mais sentado no poltronão, amuando-se de tédio. Corre ao YouTube, ao Joost, e encontra a variedade que deseja. E tirá-lo da frente do computador, de volta ao televisor, não é tarefa das mais fáceis. A televisão, então, que reflita urgentemente sobre o que oferece em seu próprio tubo. Para não entrar, ainda mais, pelo cano.”
Será que ele está sendo trágico? Ou não?
Bom, falando por mim, já estou extremamente seduzida pelas opções de vídeo na internet!
Add comment 29 Janeiro, 2008