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Da Telinha à Telona
Da telona à telinha o fato é que a televisão , de agora em diante, não mais pertence somente à tela de nossos receptores domésticos tradicionais. A imagem televisiva, cada vez mais, perpassa vários dispositivos audiovisuais e com isso adapta-se gerando novas linguagens e funções.
Suportada por novos recursos tecnológicos, a televisão, ao mesmo tempo em que se torna pequena, portátil e móvel, ganha em tamanho atingindo proporções de seu parente mais “nobre” – o cinema.
A princípio, parece que dois movimentos totalmente divergentes revelam-se para o futuro da televisão. O primeiro caracterizado por uma TV de altíssima resolução que abandona o formato quadrado (4:3) e adota o retângulo cinematográfico (16:9). É digital e interativa, apesar de a interatividade ser ainda pobremente explorada. O segundo revela uma TV de tela pequena e portátil, do tamanho da palma da mão, que ganha em mobilidade e possui uma imagem de resolução baixa, mas que não compromete sua visualização. Essa, também digital, funciona através de sinais de transmissão específica para dispositivos móveis ( A-VSB ou DVB-SH). É extremamente dinâmica e interativa e,normalmente, representa apenas uma dentre as várias outras funções que o aparelho que a suporta realiza ( como telefone, GPS, internet, etc).
Diante de tal cenário que emerge de forma ainda nebulosa surge a pergunta: E então, qual dos caminhos será o futuro da televisão? Supeito que a resposta não seja um dos caminhos citados, mas talves os dois ou quem sabe alguns outros mais que estão por se revelar.
Um modelo televisivo não necessariamente substitui o outro. Pelo contrário, se complementam e se hibridizam. Como podemos notar, uma das funções da TV portátil é programar a distância a gravação de um programa da televisão num gravador digital doméstico.
Acredito que, com o tempo, os vários modelos de televisão que emergem encontrem cada qual um perfil expressivo específico. Talvez a televisão digital se firme como uma mídia mais bem adaptada a repertórios cinematográficos e a televisão portátil à conteúdos dinâmicos, de curta duração e interativos. A velocidade com que os suportes tecnológicos de comunicação evoluem e adquirirem novas possibilidades torna a linguagem dos meios cada vez mais líquida e mutante. Talvez essa seja a caraterística maior dos meios da pós modernidade.
Add comment 11 Fevereiro, 2008

