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“LIVE MUSIC” – TRABALHO COLETIVO NA REDE

Uma animação executada de forma coletiva através da rede. O que parecia ser um projeto difícil de emplacar, tornou-se um formato econômico, rápido e de alta qualidade. A idéia é da jovem empresa Mass Animation que, no ano passado, lançou em uma comunidade do FaceBook a proposta de se produzir um filme de animação de 5 minutos nos moldes do Wikipédia, isso é, com  a colaboração de animadores de todo o mundo.

Mais de 57 mil pessoas se tornaram fãs da comunidade Mass Animation e cerca de 17 mil baixaram o programa para criacão das cenas. Por fim, o filme concluído é composto por cenas de 51 pessoas de várias partes do mundo, cada qual recebeu US$500 por cena produzida.

“Live Music” conta a história de um amor complicado entre uma guitarra elétrica e um violino. A partir do dia 20 de novembro será possível assistir ao curta nos cinemas multiplex.

Add comment 4 Agosto, 2009

A Televisão no Ciberespaço

Depois do “vazio existencial  pós defesa”, casamento, viagens, coisa e tal,  segue o arquivo da dissertação que defendi no fim de abril deste ano.

A televisão no ciberespaço

E uma brevíssima explicação do que se trata:

Esta pesquisa identifica algumas características próprias da televisão presente no ciberespaço, espaço esse entendido como o das comunicações interconectadas por rede de computadores. Como sabido, a televisão do século XXI transpôs os limites dos tradicionais aparelhos analógicos, para habitar, também, outras plataformas, como as baseadas em sistemas computacionais. Diante da expansão da televisão e da junção de suas propriedades às do computador, questiona-se como se definem as especificidades televisivas no ciberespaço e, portanto, quais seriam as características próprias dessa nova televisão.

Comentários e trocas de idéias são muito bem-vindos!

3 comments 28 Julho, 2009

Da série hibridizações televisivas – A TV e o Jogo

ARG é a abreviação para alternate reality game, uma espécie de jogo ou narrativa que une apectos lúdicos aos meios de comunicação, resultando em um tipo de seriado televisivo jogável. Para interagir com um ARG é preciso desvendar enigmas e procurar pistas nas mais diversas mídias – anúncios de jornal, sites, telefones, televisão, cinema e até nas ruas da cidade. O objetivo do jogo não é gerar um ganhador, mas fazer com que seus jogadores/espectadores se deleitem com cada parte da narrativa que lhes é desevendada, através de seu esforço de raciocínio e interação com as pistas e e enigmas do jogo.

arg_01jeanine-salla

O primeiro ARG ” The beast” foi criado em 2001 para promover o filme “Inteligência Artificial”. O jogo tem início a partir de um estranho nome que aparece nos créditos finais do filme: Jeanine Salla, terapeuta de máquinas sensitivas. A partir desse primeiro enigma fictício vinculado ao crédito real do filme, observadores mais atentos buscaram na internet informações sobre a misteriosa terapeuta e encontraram páginas que abordavam questões técnicas, filosóficas e sociais relativas ao filme “I.A”. As páginas eletrônicas eram escritas pela terapeuta de máquinas sensitivas, Jeanine, e seus relatos situados nos ano de 2142. Além dos sites, foram também disponibilizados telefones, emails e vídeos como meios para a interação do jogador e o desenrolar da narrativa.

Search opera

arg_regenesis1


Um bom exemplo de ARG integrado à televisão é o seriado televisivo ReGENESIS criado em 2004 pela empresa de entretenimento canadense XenophileMedia. O seriado, além de ser primordialmente acompanhado pela televisão,  unia em sua trama o uso da internet, emails, voicemails, SMS, telefones e eventos ao vivo. A união entre o drama televisivo e as narrativas interativas em ReGENESIS transformaram os espectadores em investigadores que procuram provas e fazem contato direto com personganes ficticios da série. A acões e contribuições dos espectadores foram incorporadas nos episódios da série de TV, gerando uma enorme espectativa para os que participaram do jogo-novela.

Add comment 2 Fevereiro, 2009

Web 3.0 e a Websemântica

Na palestra postada abaixo, Kerchove fala, rapidamente, sobre o que seria a web 3.0.  Sua explicação é bem deficiente, mas esse não era mesmo o assunto central de sua apresentação. Enfim,  a curiosidade foi grande e o google, salvador!

Web 3.0 é o nome (ou o número) que dá continuidade à evolução tecnológica da internet. Precedida pela web 2.0, a nova fase que emerge nos horizontes do ciberespaço é estreitamente ligada ao conceito de websemântica. A idéia é que a internet se torne linguisticamente inteligente, isso é, capaz de interligar os significados de palavras. Uma profunda relação da intenet com a língua. Essa, que já é bastante complexa com todas as suas regras e contradições, soma-se a algo não menos complexo e no final temos uma tentativa de ensinar o computador a pensar através da língua.

Várias empresas desenvolvem experiências nesse sentido. No brasil, a Puc-Rio desenvolve experiências para uma websemântica com a língua portuguesa. Segue um exemplo (link) de algumas possibilidades da chamada web 3.0. A demonstração foi desenvolvida pela empresa carioca Cortex.

Add comment 29 Agosto, 2008

VirtualMe

Seguindo os ventos que sopram rumo à hibridização de formatos e linguagens, a Edemol, empresa holandesa de entretenimento televisivo, e o fabricante norte-americano de software  Electronic Arts uniram-se para criar o que batizaram de VirtualMe. O projeto de entretenimento virtual, trocando em miúdos, é uma   mistura de televisão com videogame.  A idéia é criar uma rede de avatares que irão se socializar virtualmente e participar  de versões online dos mais famososos programas da gigante Edemol, como o “BigBrother”, que possui sua versão brasiliera de mesmo nome e o “Deal or Not  Deal”, ou “Topa ou não Topa” em sua versão silviosantista. É como se a televisão tivesse entrado no Second Life, com a diferença que os recursos para montar os personagens no VirtualMe são bem mais avançados e os resultados possuem uma aparência bem melhor.

Segue um trecho demonstrativo de como montar seu avatar:

1 comment 1 Agosto, 2008

Aécio Neves e o controle da mídia mineira

Taí dois ótimos trabalhos que exibem de forma clara e aberta o cerceamento que o presidenciável governador mineiro, Aécio Neves, exerce sobre a mídia do estado.

“Liberdade, essa palavra” é um vídeo-documentário produzido como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social da UFMG em 2006, pelo, até então, estudante Marcelo Baêta.

click para assistir: Liberdade, essa palavra

“Gagged in Brazil” foi produzido por Daniel Florêncio em 2008. Daniel, mineiro formado pela mesma universidade, reside hoje na Inglaterra onde desenvolve conteúdos para a TV norte-americana/britânica Current. Aliás um canal que adota um formato televisivo bem interessante. Mais informações sobre o canal no post Televisão e Internet

click para assitir: Gagged in Brazil

Os vídeos, obviamente, não encontram espaço de exibição nos tradicionais meios de comunicação. O acesso, porém, potencializa-se através dos novos formatos de exibição audiovisual presentes na internet, como o Youtube e o Current.tv. Área que o governo de Aécio Neves ainda não possui poderes de intervenção. Pelo menos até agora, pois há tentivas de monitorar o conteúdo da rede como o projeto de lei do deputado, também mineiro ( eita, povo que tá denegrindo a imagem do meu estado!), Eduardo Azeredo. Porém, espero e acredito que a internet é um meio de comunicação que nasceu e livre e já é extensamente usado dessa forma. Logo um caminho sem volta , implantar um total monitoramento é bem difícil. Mas nada é impossível, vide o que acontece na China!

Add comment 15 Maio, 2008

E olha que foi o Priolli quem disse!

Gabriel Priolli, Feliz Ano Velho, no Observatório da Imprensa: “Porque o público, em tempos de mídias interativas, não fica mais sentado no poltronão, amuando-se de tédio. Corre ao YouTube, ao Joost, e encontra a variedade que deseja. E tirá-lo da frente do computador, de volta ao televisor, não é tarefa das mais fáceis. A televisão, então, que reflita urgentemente sobre o que oferece em seu próprio tubo. Para não entrar, ainda mais, pelo cano.”

Será que ele está sendo trágico? Ou não?

Bom, falando por mim, já estou extremamente seduzida pelas opções de vídeo na internet!

Add comment 29 Janeiro, 2008

Basicamente…é isso o que estudo

A atual “revolução tecnológica da comunicação” é propiciada, entre outros fatores, pelas mídias digitais e possui como principal marca a convergência de tecnologias. É nesse cenário que, dentre os meios de comunicação atuais mais atingidos por essa tendência, destaca-se, de modo especial, a convergência entre a televisão, meio de maior penetração em nossa sociedade, e a internet, meio de grande potencialidade comunicativa.

3 comments 4 Setembro, 2007

Televisão e Internet

Pequeno resumo sobre novos formatos de televisão na internet ou relacionados a ela.

logo current

Current TV (www.current.tv)
Current TV é um canal de televisão independente dirigido pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e pelo executivo Joel Hyatt. O canal foi ao ar pela primeira vez em 1 de agosto de 2005. Hoje, está presente na tv a cabo norte americana e, desde 12 de março de 2007, também no Reino Unido e na Irlanda.

Cerca de um terço de sua programação é constituída por produções independentes elaboradas por colaboradores de qualquer parte do mundo. O restante é produzido pela própria emissora nos EUA. A intenção é que se produza cada mais tópicos, a partir de uma número cada vez maior de pontos de vista. Para tanto, Current trabalha com usuários colaboradores que podem se enquadrar em duas categorias:

-viewer-created content: usuários que podem assistir, votar e publicar conteúdo no site do canal. Alguns conteúdos, se alcançarem um grande número de votos, vão ao ar na versão Current da tv a cabo.

-VC2: colaboradores contratados espalhados pelo mundo que produzem cerca de um terço do conteúdo do canal.

O canal possui como suporte e via de comunicação com usuários e colaboradores o próprio site (www.current.tv). Nele é possível assistir ao conteúdo que está no ar e às produções que se candidatam e se submetem à votação. No Brasil, até agora, só é possível enviar produções e acessar o que é exibido no canal através do site.

logo joostJoost (www.joost.com)

Joost é um programa, em fase de desenvolvimento e testes, que possibilita assistir à televisão na Internet com uma alta qualidade de imagem e som e em tela cheia. Criado pelos escandinavos Niklas Zennstrom e Janus Friis (os pais do KaZaA e do Skype), o programa utiliza a tecnologia P2P (Peer-to-Peer), que faz com que o sinal seja distribuído de forma rápida sem perder qualidade.

O programa está em sua versão beta, para usá-lo é preciso receber um convite de algum membro da comunidade, além de ter uma conexão banda larga de no mínimo 2Mb.
Joost ainda fornece um pacote de widgets que contém chat, news ticker, sistema de ranking, mensagem instantânea, etc. Uma tentativa de junção da televisão com a Internet.

O conteúdo, por enquanto, é mais exótico que verdadeiramente interessante – há muita luta, cinema indiano, poker, programetes da MTV, recordes do Guiness, documentários já manjados entre outros. Aparentemente, não é aberto à produções independentes, até porque o objetivo,agora, é definir, tecnicamente, um formato que funcione.

O programa, que está em sua versão mais elaborada, aumenta seu número de testadores. Quem tinha três convites do Joost para distribuir agora tem 999. Portanto, interessados entrem em contato (lelecap13@yahoo.com.br), afinal tenho 999 convites para distribuir!

logo alltv

allTV (www.alltv.com.br)

A allTV foi criada em 6 de maio de 2002 pelo jornalista Alberto Luchetti Neto. É a primeira emissora de televisão brasileira no formato crossmedia (formato em que há a convergência de duas ou mais mídias). Começou suas transmissões experimentais em 26 de abril de 2002, no dia 6 de maio do mesmo ano se tornou 24h e ao vivo.

A emissora traz o conceito da junção entre o conteúdo do jornal, a agilidade do rádio, a imagem da TV e a interatividade da internet. Possibilita uma certa interação entre seus internautas/expectadores e os apresentadores da emissora através de uma sala de bate-papo.

Em 2005 a allTV lança a novela interativa “Umas & Outras”, que possibilita a participação do espectador através da internet alterando, assim, os rumos dos personagens. Em 2006 cria mais um formato interativo, “Em Aberto”, uma mistura de game, novela e rpg, com oito possíveis finais para a mesma história.

Sua forma de difusão é através de streaming, onde som e imagem são codificados em formato de dados para trafegar na internet em “tempo real” (dependendo da velocidade de conexão). Para assistir `a allTV, basta se cadastrar no site e baixar o programa que possibilita a exibição.

logo fiztv FizTV (www.fiztv.com.br)

FizTV é mais uma tentativa de junção da televisão com a internet. Elaborada pelo grupo Abril, o canal propõe um formato nos moldes do YouTube, em que vídeos são postados no site e se candidatam a serem exibidos no canal de televisão paga, provavelmente dentro da TVA.

Segundo Marcelo Botta, gerente de conteúdo do FizTV “a idéia surgiu da tendência apontada no mundo inteiro, que é o consumo de vídeo através da internet”.
No site, o acesso é liberado tanto para assistir aos vídeos como para fazer o upload de uma produção do próprio usuário. Os vídeos mais votados serão, em seguida, distribuídos por assunto e transmitidos no canal de TV fechado.

A iniciativa pretende abrir espaço tanto para os vídeos caseiros como para as produções independentes que hoje são desconhecidas do público.

O grupo Abril pretende lançar o canal até julho deste ano, por enquanto a equipe da FizTV estabelece contatos com universidades e produtores independentes para divulgar e fomentar a produção de conteúdo para o canal.

1 comment 6 Maio, 2007


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