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Da série hibridizações televisivas – A TV e o Jogo
ARG é a abreviação para alternate reality game, uma espécie de jogo ou narrativa que une apectos lúdicos aos meios de comunicação, resultando em um tipo de seriado televisivo jogável. Para interagir com um ARG é preciso desvendar enigmas e procurar pistas nas mais diversas mídias – anúncios de jornal, sites, telefones, televisão, cinema e até nas ruas da cidade. O objetivo do jogo não é gerar um ganhador, mas fazer com que seus jogadores/espectadores se deleitem com cada parte da narrativa que lhes é desevendada, através de seu esforço de raciocínio e interação com as pistas e e enigmas do jogo.

O primeiro ARG ” The beast” foi criado em 2001 para promover o filme “Inteligência Artificial”. O jogo tem início a partir de um estranho nome que aparece nos créditos finais do filme: Jeanine Salla, terapeuta de máquinas sensitivas. A partir desse primeiro enigma fictício vinculado ao crédito real do filme, observadores mais atentos buscaram na internet informações sobre a misteriosa terapeuta e encontraram páginas que abordavam questões técnicas, filosóficas e sociais relativas ao filme “I.A”. As páginas eletrônicas eram escritas pela terapeuta de máquinas sensitivas, Jeanine, e seus relatos situados nos ano de 2142. Além dos sites, foram também disponibilizados telefones, emails e vídeos como meios para a interação do jogador e o desenrolar da narrativa.
Search opera

Um bom exemplo de ARG integrado à televisão é o seriado televisivo ReGENESIS criado em 2004 pela empresa de entretenimento canadense XenophileMedia. O seriado, além de ser primordialmente acompanhado pela televisão, unia em sua trama o uso da internet, emails, voicemails, SMS, telefones e eventos ao vivo. A união entre o drama televisivo e as narrativas interativas em ReGENESIS transformaram os espectadores em investigadores que procuram provas e fazem contato direto com personganes ficticios da série. A acões e contribuições dos espectadores foram incorporadas nos episódios da série de TV, gerando uma enorme espectativa para os que participaram do jogo-novela.
Add comment 2 Fevereiro, 2009
5º Fórum Internacional de TV Digital – Impressões
Fórum organizado pela IETV – Instituto de Estudos da Televisão
Turma do governo – Jefferson Feud, do Ministério das Comunicações. Ara Apkar, da Anatel.
Parecem não saber do que estão falando. Discurso confuso e raso. Sem grandes discussões. Essas tentaram emergir em perguntas feitas pela platéia, mas foram mal respondidas - ou se respondia o que não havia sido perguntado, ou a resposta era um simples não sei. Ainda acreditam ser a alta definição o grande trunfo da TV Digital. Pouco falaram sobre o Ginga.
Destaque para Marcelo Goldstein do BNDES, que se fez claro e seguro em sua explanação e respondeu muito bem à platéia. O mais interessante: o conceito de economia da cultura. O BNDES cria um setor chamado PROCult – Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual – para viabilizar o investimento na produção audiovisual independente brasileira. Muito bom.
O gringo – Keith Clarkson, da Xenophile Media, Canadá.
O canadense é bom. Apresentou um modelo de entretenimento multiplataforma interessantíssimo: o ARG, Alternate Reality Game (que merece um post próprio). Idéias novas e frescas que repensam o audiovisual, seja ele digital ou analógico.
A turma das Telecoms – José Volpini, da Oi. Átila Xavier, da VIVO.
Pessoal mais lúcido e de espírito jovem. No processo de digitalização das comunicações, tudo o que assusta as emissoras de televisão, empolga e gera novos negócios para as operadoras de telecomunicações. Compreendem bem a tendência à multiplataforma e enxergam grandes negócios para a TV Móvel.
Turma dos fabricantes – Benjamin Sicsú, da Samsung. Mário Baumgarten, da Nokia Siemens
Esses se alfinetaram um bocado. Cada qual defendendo seu aparelho e seu modelo de transmissão da TV Móvel. A Samsung trabalha com várias tecnologias – 3G, DVB-H, EDGE. A Nokia Siemens prioriza e defende, fervorosamente, a transmissão via DVB-H, que foi contestada pelo Àtila Xavier da VIVO.
Turma das emissoras – Fernando Bittencort, da Globo. Frederico Nogueira, da Band. Alexandre Sano, do SBT. José Marcelo Amaral, da Record.
Estão todos bastante temerosos. Cada qual sofre de um tipo de alucinação. A mais grave é a de Bittencourt, da Globo – crente de que a televisão não perde audiência com os novos formatos de entretenimento digitais. Para convencer a platéia, apresentou dados e gráficos sobre a audiência nos EUA. (cadê os gráficos do Brasil??). Frederico Nogueira, da Band, possui um discurso apaixonado e alto (quase fiquei surda!). Demonstrou o quanto a Band investe na TV Digital através de experiências mais ousadas e inteligentes. Porém, é demasiadamente empolgado. José Marcelo do Amaral, da Record, apresentou uma palestra repetitiva, mas partilha idéias com Bitterncourt. Alexandre Sano, do SBT, ficou prejudicado. Foi o último a se apresentar. À medida que o dia corria, as apresentações ficavam cada vez mais repetitivas, a dele foi bastante. Tanto que nem me lembro de algo relevante para relatar. A opção por priorizar um único canal em detrimento da multiprogramação foi unânime entre as emissoras.
Enfim, deu para perceber que a digitalização da TV e a emergência de novos formatos de entretenimento são:
[1] o terror das grandes emissoras de televisão.
[2] a grande oportunidade para as telecoms.
[3] uma enorme confusão para o governo.
[4] uma acirrada disputa de mercado para os fabricantes.
Senti falta de alguém que representasse a academia, seja um crítico das comunicações ou um representante do GINGA (assunto também apagado nas discussões).
1 comment 25 Agosto, 2008
