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A Televisão no Ciberespaço
Depois do “vazio existencial pós defesa”, casamento, viagens, coisa e tal, segue o arquivo da dissertação que defendi no fim de abril deste ano.
E uma brevíssima explicação do que se trata:
Esta pesquisa identifica algumas características próprias da televisão presente no ciberespaço, espaço esse entendido como o das comunicações interconectadas por rede de computadores. Como sabido, a televisão do século XXI transpôs os limites dos tradicionais aparelhos analógicos, para habitar, também, outras plataformas, como as baseadas em sistemas computacionais. Diante da expansão da televisão e da junção de suas propriedades às do computador, questiona-se como se definem as especificidades televisivas no ciberespaço e, portanto, quais seriam as características próprias dessa nova televisão.
Comentários e trocas de idéias são muito bem-vindos!
3 comments 28 Julho, 2009
5º Fórum Internacional de TV Digital – Impressões
Fórum organizado pela IETV – Instituto de Estudos da Televisão
Turma do governo – Jefferson Feud, do Ministério das Comunicações. Ara Apkar, da Anatel.
Parecem não saber do que estão falando. Discurso confuso e raso. Sem grandes discussões. Essas tentaram emergir em perguntas feitas pela platéia, mas foram mal respondidas - ou se respondia o que não havia sido perguntado, ou a resposta era um simples não sei. Ainda acreditam ser a alta definição o grande trunfo da TV Digital. Pouco falaram sobre o Ginga.
Destaque para Marcelo Goldstein do BNDES, que se fez claro e seguro em sua explanação e respondeu muito bem à platéia. O mais interessante: o conceito de economia da cultura. O BNDES cria um setor chamado PROCult – Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual – para viabilizar o investimento na produção audiovisual independente brasileira. Muito bom.
O gringo – Keith Clarkson, da Xenophile Media, Canadá.
O canadense é bom. Apresentou um modelo de entretenimento multiplataforma interessantíssimo: o ARG, Alternate Reality Game (que merece um post próprio). Idéias novas e frescas que repensam o audiovisual, seja ele digital ou analógico.
A turma das Telecoms – José Volpini, da Oi. Átila Xavier, da VIVO.
Pessoal mais lúcido e de espírito jovem. No processo de digitalização das comunicações, tudo o que assusta as emissoras de televisão, empolga e gera novos negócios para as operadoras de telecomunicações. Compreendem bem a tendência à multiplataforma e enxergam grandes negócios para a TV Móvel.
Turma dos fabricantes – Benjamin Sicsú, da Samsung. Mário Baumgarten, da Nokia Siemens
Esses se alfinetaram um bocado. Cada qual defendendo seu aparelho e seu modelo de transmissão da TV Móvel. A Samsung trabalha com várias tecnologias – 3G, DVB-H, EDGE. A Nokia Siemens prioriza e defende, fervorosamente, a transmissão via DVB-H, que foi contestada pelo Àtila Xavier da VIVO.
Turma das emissoras – Fernando Bittencort, da Globo. Frederico Nogueira, da Band. Alexandre Sano, do SBT. José Marcelo Amaral, da Record.
Estão todos bastante temerosos. Cada qual sofre de um tipo de alucinação. A mais grave é a de Bittencourt, da Globo – crente de que a televisão não perde audiência com os novos formatos de entretenimento digitais. Para convencer a platéia, apresentou dados e gráficos sobre a audiência nos EUA. (cadê os gráficos do Brasil??). Frederico Nogueira, da Band, possui um discurso apaixonado e alto (quase fiquei surda!). Demonstrou o quanto a Band investe na TV Digital através de experiências mais ousadas e inteligentes. Porém, é demasiadamente empolgado. José Marcelo do Amaral, da Record, apresentou uma palestra repetitiva, mas partilha idéias com Bitterncourt. Alexandre Sano, do SBT, ficou prejudicado. Foi o último a se apresentar. À medida que o dia corria, as apresentações ficavam cada vez mais repetitivas, a dele foi bastante. Tanto que nem me lembro de algo relevante para relatar. A opção por priorizar um único canal em detrimento da multiprogramação foi unânime entre as emissoras.
Enfim, deu para perceber que a digitalização da TV e a emergência de novos formatos de entretenimento são:
[1] o terror das grandes emissoras de televisão.
[2] a grande oportunidade para as telecoms.
[3] uma enorme confusão para o governo.
[4] uma acirrada disputa de mercado para os fabricantes.
Senti falta de alguém que representasse a academia, seja um crítico das comunicações ou um representante do GINGA (assunto também apagado nas discussões).
1 comment 25 Agosto, 2008
VirtualMe
Seguindo os ventos que sopram rumo à hibridização de formatos e linguagens, a Edemol, empresa holandesa de entretenimento televisivo, e o fabricante norte-americano de software Electronic Arts uniram-se para criar o que batizaram de VirtualMe. O projeto de entretenimento virtual, trocando em miúdos, é uma mistura de televisão com videogame. A idéia é criar uma rede de avatares que irão se socializar virtualmente e participar de versões online dos mais famososos programas da gigante Edemol, como o “BigBrother”, que possui sua versão brasiliera de mesmo nome e o “Deal or Not Deal”, ou “Topa ou não Topa” em sua versão silviosantista. É como se a televisão tivesse entrado no Second Life, com a diferença que os recursos para montar os personagens no VirtualMe são bem mais avançados e os resultados possuem uma aparência bem melhor.
Segue um trecho demonstrativo de como montar seu avatar:
1 comment 1 Agosto, 2008
Oi TV Móvel e os Humanóides
A Oi já possui no ar, desde dezembro de 2007, um serviço de TV Móvel composto por 9 canais televisivos, um deles com conteúdo audiovisual específico para o telefone móvel: Os Humanóides.
A série é composta por episódios de 3 minutos de duração e consite em histórias hilárias dos caricatos personagens: Smigol, Lasanha, Enlouquecida, Pindaíba e Gostosa. Os vídeos são elaborados pela produtora carioca Raccord.
Segue a apresentação do programa:
É o primeiro conteúdo comercial para TV móvel no Brasil de que tenho notícia. (se eu estiver enganada, me corrijam, please). Além de Humanóides, o serviço oferce outros canais como a MTV, TV Sexy Club, Play TV, Woohoo, Discovery Móvel, Cartonn Network, ESPN e Band Internacional. A tramissão da Oi Tv móvel é feita via streaming através da rede EDGE. E o mais importante: quanto custa??? De acordo com o site da Oi: 2hs de transmissão sai por 5,90 e 24hs, por 9,90. Ok, não é muuuito caro, mas ainda assim prefiro assistir no youtube!
Add comment 23 Julho, 2008
A máquina precede a técnica
“Embora seja comum tratar a máquina como um subconjunto da técnica, penso há muito tempo que é a problemática das técnicas que está na dependência das questões colocadas pelas máquinas e não o inverso. A máquina tornar-se-ia previa à técnica ao invés de ser expressão desta”. (Guattari, 1992 p.45)
Taí um cara difícil de ler. Eita, Guattari que escreve complicado! Mas nessa até ele foi bem claro. E puxando o assunto pro lado da televisão…um exemplo de televisão antes da televisão!
“La photographie Électrique à Distance”, filme de George Meliés de 1908
Add comment 2 Maio, 2008
Quanto mais eu pesquiso mais webtvs me aparecem
No último ano minha atenção está voltada em coletar e analisar formatos televisivos que se diferem da televisão broadcasting tradicional. Esses formatos são, em geral, as webtvs, os vídeos para dispositivos móveis, enfim, qualquer manifestação televisiva no ciberespaço. O fato é que essas televisões pipocam como nunca. Cada vez mais novos formatos aparecem, principalmente na internet. Seguem abaixo alguns dos últimos exemplos capturados:
Essa eu tenho assistido mais do que as outras. Trata-se de uma webtv de fisionomia muito próxima ao Joost. Porém, DNA Stream se distingue de suas companheiras em dois aspectos: 01. não precisa da instalação de programas para assisti-lá e 02. o conteúdo, na minha opinião, é mais sedutor do que em outras webtvs. Além de ser um charme especial ter a opção de assistir a uma televisão toda em espanhol
DNA Stream possui dois canais, um espanhol e um britânico. Em ambos a programação é organizada por gêneros conhecidos: filmes, documentários, desenhos, programas esportivos, etc. O que me chama a atenção é o repertório de filmes. A maioria são antigos clássicos, que provavelmente possuem seus direitos autorais liberados, mas que fazem a alegria de estudantes de cinema e comunicação ( como eu!). Nem sempre é fácil encontrar “O nascimento de uma nação”, “Intolerância” , “Cine olho”, “Encouraçado Pontekim” e outros nas locadoras e videotecas da cidade. Aliás, eu nem sabia que Man Ray havia feito filmes!
Essa outra é uma webtv profissionalizante. É produzida pela Adobe e possui programas de gêneros televisivos – talkshows, seriados – com conteúdos didáticos sobre programas da própria Adobe. É mais chatinha, mas para quem quer aprender ou explorar determinados programas da Abode é uma forma menos dura de tutoriais explicativos.
Add comment 27 Abril, 2008
Da Telinha à Telona
Da telona à telinha o fato é que a televisão , de agora em diante, não mais pertence somente à tela de nossos receptores domésticos tradicionais. A imagem televisiva, cada vez mais, perpassa vários dispositivos audiovisuais e com isso adapta-se gerando novas linguagens e funções.
Suportada por novos recursos tecnológicos, a televisão, ao mesmo tempo em que se torna pequena, portátil e móvel, ganha em tamanho atingindo proporções de seu parente mais “nobre” – o cinema.
A princípio, parece que dois movimentos totalmente divergentes revelam-se para o futuro da televisão. O primeiro caracterizado por uma TV de altíssima resolução que abandona o formato quadrado (4:3) e adota o retângulo cinematográfico (16:9). É digital e interativa, apesar de a interatividade ser ainda pobremente explorada. O segundo revela uma TV de tela pequena e portátil, do tamanho da palma da mão, que ganha em mobilidade e possui uma imagem de resolução baixa, mas que não compromete sua visualização. Essa, também digital, funciona através de sinais de transmissão específica para dispositivos móveis ( A-VSB ou DVB-SH). É extremamente dinâmica e interativa e,normalmente, representa apenas uma dentre as várias outras funções que o aparelho que a suporta realiza ( como telefone, GPS, internet, etc).
Diante de tal cenário que emerge de forma ainda nebulosa surge a pergunta: E então, qual dos caminhos será o futuro da televisão? Supeito que a resposta não seja um dos caminhos citados, mas talves os dois ou quem sabe alguns outros mais que estão por se revelar.
Um modelo televisivo não necessariamente substitui o outro. Pelo contrário, se complementam e se hibridizam. Como podemos notar, uma das funções da TV portátil é programar a distância a gravação de um programa da televisão num gravador digital doméstico.
Acredito que, com o tempo, os vários modelos de televisão que emergem encontrem cada qual um perfil expressivo específico. Talvez a televisão digital se firme como uma mídia mais bem adaptada a repertórios cinematográficos e a televisão portátil à conteúdos dinâmicos, de curta duração e interativos. A velocidade com que os suportes tecnológicos de comunicação evoluem e adquirirem novas possibilidades torna a linguagem dos meios cada vez mais líquida e mutante. Talvez essa seja a caraterística maior dos meios da pós modernidade.
Add comment 11 Fevereiro, 2008
Adoro Filmes de Terror
Em pleno carnaval resolvi assistir ao “Poltergeist” de Tobe Hooper. Tenho lembranças terríveis do filme, daí a origem do pavor infantil de televisões fora do ar, de armários com a porta entre aberta, etc. Reassisti, mas não tive medo. Apesar dos efeitos especiais serem muito bons, ainda possem uma cara de falso. Não vou dizer malfeitos, porque não o são, mas datados.
Ao novamente assistir, alguns fatos me chamaram a atenção: um deles o papel que a televisão exerce no filme como algo perigoso, dotado de poderes tranformadores como o de passagem para o sobrenatural. A tela mosaicada da televisão é a primeira imagem do filme, com toda sua textura estranha e sem resolução, a qual tentamos desvendar, sem sucesso, as imagens que estão sendo mostradas. A televisão também é a última imagem do filme, mas dessa vez mostrada não tão minuciosamente com toda sua trama de varredura explicitada, mas desligada e posta para fora do lar da família Freeling.
Só por essas duas cenas, a inicial e a final, é possível concluir como se desenvolve a relação da família com a televisão. Relação essa antes tão íntima e que se transfroma em um ostracismo total do eletrodoméstico.
Outros filmes usam a mesma fórmula, porém com diferentes meios de comunicação: “O chamado”, com a fita VHS, “Fear Dot Com” com o computador conectado à internet e por aí vai. É muito engraçado ver a forma como os meios de comunicação habitam o imaginário do terror.
Bom, a outra coisa que me chamou a atenção são as cenas em que o casal da família feliz está descontraído fumando maconha no quarto. Além da cena em que a senhora parapsicóloga saca da roupa uma garrafinha de uísque delatando um pequeno desvio alcoólotra. Muito bom! Por incrível que pareça o filme foge da força moralista que vigorava na época (e ainda vigora), quando os que se drogavam ou faziam sexo eram os primeiros a morrerem pelas mãos dos monstros e fantasmas.
Sem falar é claro do fato da “suposta” maldição do filme que “supostamente” ocasionou a morte da atriz mirim logo após gravar o Poltergeist III, além de outros atores do filme que morreram nos anos seguintes.
Curiosidades a parte,o filme é muito bom! Um dos clássicos do terror e da minha infância.
Add comment 5 Fevereiro, 2008
E olha que foi o Priolli quem disse!
Gabriel Priolli, Feliz Ano Velho, no Observatório da Imprensa: “Porque o público, em tempos de mídias interativas, não fica mais sentado no poltronão, amuando-se de tédio. Corre ao YouTube, ao Joost, e encontra a variedade que deseja. E tirá-lo da frente do computador, de volta ao televisor, não é tarefa das mais fáceis. A televisão, então, que reflita urgentemente sobre o que oferece em seu próprio tubo. Para não entrar, ainda mais, pelo cano.”
Será que ele está sendo trágico? Ou não?
Bom, falando por mim, já estou extremamente seduzida pelas opções de vídeo na internet!
Add comment 29 Janeiro, 2008
Basicamente…é isso o que estudo
A atual “revolução tecnológica da comunicação” é propiciada, entre outros fatores, pelas mídias digitais e possui como principal marca a convergência de tecnologias. É nesse cenário que, dentre os meios de comunicação atuais mais atingidos por essa tendência, destaca-se, de modo especial, a convergência entre a televisão, meio de maior penetração em nossa sociedade, e a internet, meio de grande potencialidade comunicativa.
3 comments 4 Setembro, 2007








