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FogScreen e Experiencing Cinema
FogScreen é uma tela feita de vapor seco de água que suporta projeções. “Experiencing Cinema” é uma obra da artista mineira Rosangêla Rennó que projeta fotografias em uma tela de vapor. O que os dois trabalhos têm em comum é o princípio de projeção sobre o vapor. E o que eles não têm em comum é muita coisa.
FogScreen foi criado em 2001 nos laboratórios da filandesa Tampere University of Technology, foi patenteado em 2005 nos Estados Unidos (é claro), e transformou-se em uma máquina de entretenimento que você pode comprar ou alugar através do site da empresa. Além da projeção sobre o vapor, FogScreen possibilita a interação do observador através do “touch screen”. Na verdade não há como tocar a tela já que ela é fugidia e literalmente se dissolve no ar. A interação funciona através de um rastreamento ultra-sônico que localiza, por coordenadas, a posição de um corpo na área da projeção, ou seja, através do “toque” em uma tela imaterial. Os usos da novidade audiovisual se concentram na publicidade. As empresas que já encomendaram e usam a traquitana são: Disney, Nokia, MGM, Eurovision. entre outras.
Deve ser bom brincar com a tela d`agua. Só não vai ser tão bom se a colocarem no meio da calçada como forma de publicidade. Pelo menos aqui em São Paulo, isso não deve acontecer por conta da lei das placas. Apesar de não ser bem uma placa…
Já o trabalho de Ronsângela Rennó, “Experiencing Cinema” de 2004, consiste em projeções de fotografias sobre uma cortina de vapor. O trabalho artístico projeta fotos organizadas em quatro temas – crime, guerra, família, amor. Apesar de fixas, as imagens possuem um movimento fantasmagórico provocado pela fumaça de vapor que sobe até se dissolver no ar. Particularmente acho o efeito visual lindo. Tecnicamente, a traquitana de Rennó não consegue (ou não foi planejada para) compor uma tela densa e estável o bastante para uma projeção mais nítida. Porém, o charme está justamente nas imagens que fogem no ar como uma aparição. A obra é para pura contemplação, sem possibilidade de intervenção do observador.

Enfim, a solidez e a estabilidade (em todos os sentidos que essas palavras possam ter), deixam de ser características do audiovisual, seja em obras artísticas ou em projetos publicitários.
Add comment 21 Agosto, 2008
RONALDO FRAGA PARA FILHOTES
Mais um vídeo, dessa vez, para a coleção infantil ” As coisas são” de Ronaldo Fraga. Cada coisa mais linda e fofinha que a outra. Deu até vontade de arrumar um filhote, colocar nele um allstar e roupinhas moderninhas e divertidas! Maaas, a vontade já passou, por enquanto…
Segue o vídeo e o site da marca:
3 comments 25 Fevereiro, 2008
Da Telinha à Telona
Da telona à telinha o fato é que a televisão , de agora em diante, não mais pertence somente à tela de nossos receptores domésticos tradicionais. A imagem televisiva, cada vez mais, perpassa vários dispositivos audiovisuais e com isso adapta-se gerando novas linguagens e funções.
Suportada por novos recursos tecnológicos, a televisão, ao mesmo tempo em que se torna pequena, portátil e móvel, ganha em tamanho atingindo proporções de seu parente mais “nobre” – o cinema.
A princípio, parece que dois movimentos totalmente divergentes revelam-se para o futuro da televisão. O primeiro caracterizado por uma TV de altíssima resolução que abandona o formato quadrado (4:3) e adota o retângulo cinematográfico (16:9). É digital e interativa, apesar de a interatividade ser ainda pobremente explorada. O segundo revela uma TV de tela pequena e portátil, do tamanho da palma da mão, que ganha em mobilidade e possui uma imagem de resolução baixa, mas que não compromete sua visualização. Essa, também digital, funciona através de sinais de transmissão específica para dispositivos móveis ( A-VSB ou DVB-SH). É extremamente dinâmica e interativa e,normalmente, representa apenas uma dentre as várias outras funções que o aparelho que a suporta realiza ( como telefone, GPS, internet, etc).
Diante de tal cenário que emerge de forma ainda nebulosa surge a pergunta: E então, qual dos caminhos será o futuro da televisão? Supeito que a resposta não seja um dos caminhos citados, mas talves os dois ou quem sabe alguns outros mais que estão por se revelar.
Um modelo televisivo não necessariamente substitui o outro. Pelo contrário, se complementam e se hibridizam. Como podemos notar, uma das funções da TV portátil é programar a distância a gravação de um programa da televisão num gravador digital doméstico.
Acredito que, com o tempo, os vários modelos de televisão que emergem encontrem cada qual um perfil expressivo específico. Talvez a televisão digital se firme como uma mídia mais bem adaptada a repertórios cinematográficos e a televisão portátil à conteúdos dinâmicos, de curta duração e interativos. A velocidade com que os suportes tecnológicos de comunicação evoluem e adquirirem novas possibilidades torna a linguagem dos meios cada vez mais líquida e mutante. Talvez essa seja a caraterística maior dos meios da pós modernidade.
Add comment 11 Fevereiro, 2008
E olha que foi o Priolli quem disse!
Gabriel Priolli, Feliz Ano Velho, no Observatório da Imprensa: “Porque o público, em tempos de mídias interativas, não fica mais sentado no poltronão, amuando-se de tédio. Corre ao YouTube, ao Joost, e encontra a variedade que deseja. E tirá-lo da frente do computador, de volta ao televisor, não é tarefa das mais fáceis. A televisão, então, que reflita urgentemente sobre o que oferece em seu próprio tubo. Para não entrar, ainda mais, pelo cano.”
Será que ele está sendo trágico? Ou não?
Bom, falando por mim, já estou extremamente seduzida pelas opções de vídeo na internet!
Add comment 29 Janeiro, 2008

