Memórias de Futuro- a televisão de Meliés
A primeira obra cinematográfica de ficção científica que aborda algo próximo da idéia de televisão (pelo menos é a mais antiga de que tenho notícia). “La Photographie Electrique a Distance” de George Meliés, 1908.Muito bom!
2 comments 6 Fevereiro, 2009
Da série hibridizações televisivas – A TV e o Jogo
ARG é a abreviação para alternate reality game, uma espécie de jogo ou narrativa que une apectos lúdicos aos meios de comunicação, resultando em um tipo de seriado televisivo jogável. Para interagir com um ARG é preciso desvendar enigmas e procurar pistas nas mais diversas mídias – anúncios de jornal, sites, telefones, televisão, cinema e até nas ruas da cidade. O objetivo do jogo não é gerar um ganhador, mas fazer com que seus jogadores/espectadores se deleitem com cada parte da narrativa que lhes é desevendada, através de seu esforço de raciocínio e interação com as pistas e e enigmas do jogo.

O primeiro ARG ” The beast” foi criado em 2001 para promover o filme “Inteligência Artificial”. O jogo tem início a partir de um estranho nome que aparece nos créditos finais do filme: Jeanine Salla, terapeuta de máquinas sensitivas. A partir desse primeiro enigma fictício vinculado ao crédito real do filme, observadores mais atentos buscaram na internet informações sobre a misteriosa terapeuta e encontraram páginas que abordavam questões técnicas, filosóficas e sociais relativas ao filme “I.A”. As páginas eletrônicas eram escritas pela terapeuta de máquinas sensitivas, Jeanine, e seus relatos situados nos ano de 2142. Além dos sites, foram também disponibilizados telefones, emails e vídeos como meios para a interação do jogador e o desenrolar da narrativa.
Search opera

Um bom exemplo de ARG integrado à televisão é o seriado televisivo ReGENESIS criado em 2004 pela empresa de entretenimento canadense XenophileMedia. O seriado, além de ser primordialmente acompanhado pela televisão, unia em sua trama o uso da internet, emails, voicemails, SMS, telefones e eventos ao vivo. A união entre o drama televisivo e as narrativas interativas em ReGENESIS transformaram os espectadores em investigadores que procuram provas e fazem contato direto com personganes ficticios da série. A acões e contribuições dos espectadores foram incorporadas nos episódios da série de TV, gerando uma enorme espectativa para os que participaram do jogo-novela.
Add comment 2 Fevereiro, 2009
Rosas e Crisântemos no Bosque da Esperança
Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.
[Marcha Fúnebre, Livro do Desassossego, Fernando Pessoa]
Add comment 7 Janeiro, 2009
Thundercats e a cultura remix
Uma das práticas que se destaca na superfície da cultura das novas mídias digitais é o remix. Potencializada pela convergência dos meios para o código binário, a prática do remix consiste em recombinar produtos da cultura ( textos, sons, imagens) para formar outros conteúdos. Tal mistura se torna ainda mais profunda e interessante quando envolve não só produtos de um mesmo meio, mas também técnicas, métodos e formas de expressão de variados meios de comunicação, gerando ricas combinações de linguagens. Vale lembrar que o remix é uma prática que extrapola o mundo das empresas produtoras de conteúdo e encontra seu ambiente de propagação no universo do indivíduo comum, através dos softwares de manipulação de imagens e sons, da internet e das redes sociais digitais.
Um exemplo da cultura remix é o “falso” trailler dos “Thundercats” produzido por WormyTV. O vídeo consiste em uma reutilização de cenas de diversos filmes que foram modificadas, frame a frame, com o objetivo de apresentar um filme que não existe – “ Thundercats: Sward of Omens”. Contudo, a linguagem do trailler não é inovadora. Ela segue os padrões de qualquer trailler de filmes de ação – cenas rápidas intercaladas com letreiros e uma locução em of que narra, resumidamente, a história – por isso, parece tão verossímil. O mérito está, sem dúvida, no trabalho minuciso do autor do clip, que diz ter levado um ano e meio para tratar cada uma das imagens, frame a frame, no photoshop e editá-las no Premiere. Apesar de ser feito com uma técnica mais lenta e trabalhosa, o vídeo possui os mesmos princípios de uma trailler produzido por estúdios da Warner com softwares especializados em feitos especiais para cinema e uma equipe profissional.
Por trás da impressionante proeza do rapaz, o trailler no faz pensar sobre o quão parecidos são os filmes de ação. Os enredos são tão semelhantes que é possível reutilizar suas cenas, pois elas se encaixam em qualquer outro filme do mesmo tipo. Será que já existem filmes inteiros feitos de partes de outros? Hum….alguém sabe de algum?
Add comment 23 Dezembro, 2008
Mais vídeos para Ronaldo Fraga
Vídeos das coleções “Rio São” e “A Loja”, respectivamente, verão 2008 e inverno 2008 do estilista Ronaldo Fraga. O primeiro tem como tema o universo do Rio São Francisco. O segundo, a loja de tecidos, local onde o estilista conquistou seu primeiro emprego.
Trabalho delicioso de fazer!
Add comment 17 Dezembro, 2008
Escol[h]a Pública – JABÁ

Hoje, dia 10 de dezembro às 19:30, estréia o documentário “Escola Pública” na TV Cultura.
Assinam a direção Max Alvim, Kiko Goifman e Jurandir Muller. Eeeee, tcharam! Vinhetas e animações minhas. Edição minha e de Patrício Salgado.
Add comment 10 Dezembro, 2008
Para onde vai a televisão?
Esse é o título do ensaio fotográfico do recifense Alexandre Belém, mas poderia também ser o título de minha pesquisa.
O ensaio está publicado no catálogo da exposição 2 PTOS e é acompanhado pelo seguinte texto da jornalista Carol Almeida:
…] A televisão que, durante muito tempo, foi tomada apenas como meio, ou seja, o aparelho de TV, precisa lidar com a realidade de que antes de tudo ela sempre foi mensagem. Existem outros significado embutidos na palavra “televisão” que vão muito além do eletrodoméstico adquirido em 12 prestações. Características específicas do modo de fazer e editar imagens, ritmo, enquadramento, deixas para o próximo bloco ou capítulo. Porém, uma vez que se quebra a soberania do meio, a idéia de mensagem ganha novas proporções. O que seria então isso que hoje se toma por televisão?”
Ao contrário da exigida objetividade de um trabalho acadêmico, as fotos de Alexandre são capazes de transmitir de forma metaforicamente bela a crise identitária do que habituamos chamar Televisão. Nas fotos, a televisão é tomada como um personagem, apresenta-se solitária, circunspecta, reflexiva sobre os rumos de seu próprio destino. Sua identidade (e a de todo o universo que representa) se encontra pulverizada e extremanente complexificada.
Achei o trabalho muito belo.
E admito, caiu-me como um luva.
1 comment 1 Dezembro, 2008
Achados ou Perdidos
Encontrei uma foto no asfalto. Estava na esquina da Jaguaribe com a Martim Francisco. Um filme fotográfico positivo. E como tenho um pequeno visualizador de “positivos” – meu querido Panorama, resolvi guardar a foto. Mesmo se não tivesse a guardaria, nem sempre temos a sorte de encontrar uma foto perdida. Ou jogada fora, nunca se sabe.
São nove pessoas, NOVE! Deve ter sido algum encontro de amigos ou de família, parece que estavam nas margens de um rio. Devia estar frio. Devia ser década de 80.
Procurei por mais fotos pela rua, talvez tivessem outras. Mas não tinha.
De qualquer forma, o achado me valeu o dia! Era domingo, 26 de outubro. Dia de justificar o voto.
Add comment 23 Novembro, 2008
Não há abrigo durante a tempestade
É, realmente não há.
Jurandir que também o diga.
Durante a produção dos vídeos para o espetáculo ” A Tempestade” (que se acumulou a outras coisas), praticamente morei na produtora. E como trabalho não é abrigo, fiquei desabrigada.
Mas, como é esperado de todo esforço, a recompensa veio no último dia 14. La première!
Tcharam! É bom ver todos os vídeos funcionando. Melhor ainda é vê-los funcionando muitíssimo bem com o espetáculo.
A piscina. Meu favorito!
Pra quem ainda não viu, segue o “selviço”:
de 14 de outubro a 14 de dezembro de 2008 – quartas, quintas e sábados, às 20 horas, e aos domingos, às 19 horas.
Entrada gratuita. No sábado 10 reais( inteira) e 5 (meia).
Quer saber mais sobre a peça? Pergunte ao Paulo Skaf.
Add comment 19 Outubro, 2008




